Não comecei essa história com jaleco. Comecei com o coração.
Antes de ser fonoaudióloga, eu fui neta. Antes de estudar sobre longevidade, eu vivi o tempo de quem amei. E é por isso que cuidar, pra mim, nunca foi só uma escolha — foi um chamado.
o início
Onde tudo começou
Desde pequena, o som que mais me comovia era o silêncio de quem precisava ser escutado. Fui criada no meio dos mais velhos: bisavós, avós, meu pai.
Eles me ensinaram sobre tempo, espera, cuidado e presença. Sem saber, me deram a primeira formação que a vida oferece: a sensibilidade de perceber onde o outro precisa de colo.
Aos poucos, o cuidado virou prática. O afeto virou rotina. Eu era aquela que prestava atenção. Que observava a fala, os gestos, os silêncios. E foi assim que entendi que a saúde da gente mora na relação com o outro.
a travessia
Entre a técnica e o afeto
Me formei fonoaudióloga com a certeza de que queria transformar vidas. Mas também me vi no automático, correndo entre atendimentos, tentando provar valor — até que o corpo pediu pausa, e a alma gritou.
Perdi pessoas que amava. Me perdi também. Foi no meio da dor que nasceu minha missão.
Percebi que o verdadeiro cuidado não é fazer mais. É fazer com sentido. Passei a estudar a fundo o envelhecer, a comunicação na maturidade, os rituais de vínculo.
E então, com todas as peças reunidas, nasceu o Método C.A.R.E.™ — uma metodologia própria que une comunicação, ambiência, rituais e encantamento para criar experiências reais no cuidado.
O renascer
Propósito que virou método
Comecei a aplicar o método na prática clínica. Os resultados não foram apenas funcionais — foram emocionais.
As pessoas se sentiam vistas. Os profissionais se sentiam valorizados. Os idosos se sentiam parte de algo.
E eu entendi: o que eu criei não era só um protocolo. Era uma nova forma de cuidar.
Foi assim que nasceu o Encantamento Prateado™, uma formação para profissionais da saúde e da economia da longevidade que desejam oferecer não apenas serviço — mas uma experiência encantadora de cuidado.
quem sou eu hoje
Sou Thaís Hunter
Fonoaudióloga. Mentora. Educadora. Mas, acima de tudo, sou presença.
Criei a LeveSenior para ser o espaço que eu gostaria que meu pai tivesse tido. Para que ninguém mais sentisse o que eu senti: desamparo, culpa, confusão.
E agora, sigo com a missão de formar outras pessoas — profissionais ou familiares — que desejam cuidar com alma, estrutura e leveza.
Porque o cuidado não precisa ser pesado. O envelhecer não precisa ser temido. A maturidade pode, sim, ser linda, elegante e encantadora.